Perguntas Frequentes

Devo optar por uma cidade pequena ou preferir as maiores?

É preciso considerar que em uma metrópole conhecemos pouco a cultura de um país por causa das características das grandes cidades segurança também é um dos motivos pelos quais via de regra não se escolhem grandes cidades. Sendo assim o melhor é considerar as cidades de pequeno e médio porte.

É verdade que quem repetiu o ano ou teve as notas baixas não é aceito no programa de intercâmbio?

Algumas organizações de intercâmbio questionam mais o aluno repetente ou com notas baixas. Mas isso não é a regra geral, varia de organização para organização, de país para país. Para o estudante que está pensando em fazer intercâmbio no exterior, é sempre bom caprichar nos estudos desde já e ter um histórico escolar recheado de boas notas.

Como é escolhida minha família no exterior?

As organizações trabalham com famílias que mostram interesse em receber um jovem estrangeiro em casa. Estas famílias passam por uma avaliação rigorosa e uma série de entrevistas com representantes da organização de intercâmbio até serem consideradas aptas a receber os estudantes.

As famílias são compostas de casais com filhos?

Nem sempre. Podemos encontrar casais sem filhos jovens ou de mais idade, viúvas com filhos ou não. O mais importante não é o tipo de família, sim o fato de estar disposta e bem preparada para receber um estudante estrangeiro em casa. Tratando-o realmente como um membro da família.

Se for um casal, devo chamá-los de pai e mãe?

Existem famílias que gostam que o estudante estrangeiro chame o casal de pai e mãe, mom e dad, se for em inglês. Mas o importante é perceber a forma mais adequada e que deixe todos confortáveis. A minha sugestão é perguntar como querem ser chamados.

E se eu não for com a cara dele? Posso mudar de casa?

Toda mudança requer um período de adaptação, então no primeiro momento não é comum mudar o estudante de casa. É preciso dar um tempo para tentar se adaptar. Temos que partir do princípio de que estas famílias estão recebendo os jovens de braços abertos, mas às vezes o entrosamento vai exigir empenho de ambos os lados, principalmente do estudante. A mudança de casa pode acontecer, mas o caso será analisado pelo representante local.

Quem escolhe a família para o estudante?

São as famílias que escolhem os estudantes que querem receber, com base nas informações passadas pelos próprios jovens quando se inscrevem no programa. Por isso, é fundamental ser sincero na hora de preencher os questionários sobre você mesmo, seus hábitos, hobbies etc.

As famílias são pagas para receber intercambistas?

Depende do país. Nos Estados Unidos, a maioria das famílias é voluntária e quer a troca de cultura que o programa permite. Mas em alguns países é normal receber uma ajuda de custo para hospedar o estudante, mas quase sempre é pouco, em face dos gastos provocados pela chegada de mais uma pessoa em casa.

Para fazer parte do programa de intercâmbio é preciso ter conhecimento da língua falada no país escolhido?

Sim, tem que pelo menos conseguir se comunicar, e você passará por um teste. Quem não entende o idioma tem mais dificuldades na hora da adaptação em casa e na escola, demora para fazer amizades, compreender as aulas etc.

Quem escolhe as matérias que eu vou fazer na escola?

O aluno é orientado para que faça disciplinas que possam ser reconhecidas e aproveitadas na volta ao Brasil. Há uma portaria no Ministério da Educação e Cultura que permite o aproveitamento dos créditos feitos no exterior para que o estudante não perca o ano. Mas as regiões são claras. Não adiante escolher só do que ele gosta, culinária, francês, corte e costura e deixar de lado as matérias fundamentais, como história, inglês, matemática e outras, e depois chegar no Brasil e pedir o reaproveitamento dos créditos. É importante conversar com o diretor ou coordenador da escola no Brasil do intercâmbio.

Posso ficar perto de um amigo brasileiro?

Pode acontecer, mais isso não é incentivado pelas organizações de intercâmbio. Quanto mais contato o estudante brasileiro tem com a família no Brasil ou outros amigos brasileiros, mais demorada é a adaptação.

Se eu não me adaptar, posso pedir para voltar para casa?

Pode mas é raro acontecer. Se em um primeiro momento o estudante quiser voltar, é preciso mostrar a ele que está vivendo um período de adaptação normal, que pode levar algum tempo para passar. As primeiras semanas são mais difíceis, mas muitos jovens entram no programa de intercâmbio para ficar apenas um semestre, depois se arrependem por não terem optado por um programa de um ano.

Com quanto tempo de antecedência devo começar a me preparar?

Prepare-se com antecedência depende do ritmo de cada um, em geral entre dez e três meses, antes data de início do intercâmbio, é tempo bom para amadurecer pesquisar.

É complicado preencher a papelada?

Os estudantes levam de três dias a uma semana para providenciar tudo e responder aos questionários. A papelada inclui um formulário para ser preenchido com os dados pessoais, hábitos e costumes, informações sobre a saúde do jovem, a vida escolar e o nível de conhecimento do inglês. Ele vai precisar pedir ajuda, por exemplo, ao médico da família na hora de declarar seu estado de saúde.

Meus pais são separados, eu preciso da autorização dos dois?

Sim, para que um estudante brasileiro possa participar de um programa de intercâmbio no exterior ele precisa da autorização do pai da mãe, Por escrito e com firma reconhecida. Independente dos pais viverem juntos ou serem separados. Jovens que tenham perdido o pai ou a mãe vão precisar de uma cópia autenticada da certidão de óbito para embarcar para o exterior, além da autorização do pai ou da mãe.

Tenho que tomar vacinas?

Sim, todos os estudantes devem estar com as vacinas em dia. Inclusive com o comprovante na carteira de vacinação de que tomou todas as doses previstas na infância e na adolescência.

O que digo na minha escola no Brasil?

O melhor é conversar com o coordenador ou diretor da escola, pelo menos dois meses antes do embarque, para dizer que vai fazer intercâmbio no exterior. É bom também já pensar se vai fazer intercâmbio no exterior. É bom também já pensar se quer voltar para a mesma escola depois e, quem sabe, deixar uma vaga reservada. Exceto quando estiver no terceiro ano de ensino médio. A Saúde e o desânimo podem aparecer. E o fato de ter que conviver com costumes e regras tão diferentes dos nossos é uma das maiores dificuldades que os jovens brasileiros enfrentam quando decidem participar de um programa de intercâmbio cultural. Mas há formas de vencer todas estas dificuldades e aproveitar o que a experiência tem de melhor. Neste capítulo, alguns segredos e truques para encarar os momentos mais complicados.

Meus pais podem ligar para mim durante o programa de intercâmbio?

Podem, mas é preciso tomar cuidado para não atrapalhar o processo de adaptação com telefones muito freqüentes, especialmente nas primeiras semanas. O que eu aconselho é uma ligação logo ao chegar, para dizer que está tudo bem, e depois dar um tempo, pelo menos 15 dias. Uns estudantes demoram mais e outros menos a se adaptar, mas todos vivem um período de adaptação e cada ligação dos pais praticamente interrompe o processo. É como, se ao desligar o telefone, eles tivessem que começar do zero a adaptação porque ficam com saudades e sentem-se ainda mais sozinhos.

Posso usar a Internet para falar com parentes e amigos durante o intercâmbio?

Ficar muito tempo navegando na Internet não é nada bom para um intercambista, pois ele deixa de se relacionar com a família, com os novos amigos e ainda por cima ficar escrevendo e lendo em português, ao invés de aprimorar o idioma do país que escolheu.

Eu vou ter que ajudar nas tarefas domésticas?

Sim, porque em praticamente todos os países não existe mais a figura as empregada doméstica, como temos aqui no Brasil. As tarefas domésticas, que em inglês eles dizem house chorem, são divididas entre todos que moram na casa, e a mãe não fica sobrecarregada. Então, cada um cuida do próprio quarto, arruma a cama, e as demais tarefas são divididas. Um lava a louça, outro passa aspirador, remove o lixo etc.

Se quiser viajar com os amigos no fim de semana, a quem devo pedir permissão?

Só pode viajar com a família ou na companhia de um maior de 25 anos. Mas sempre será necessário pedir a autorização dos pais no Brasil e da organização de intercâmbio, ambos por escrito.

Namorar é permitido nos programas de intercâmbio?

Sim, mas é fundamental ter juízo! É bom lembrar sempre que está em um país estrangeiro, de cultura diferente da nossa. Respeito, então, é básico. Nos Estados Unidos, por exemplo, a questão do assédio sexual é seríssima e o jovem deve tomar cuidado com isso.

O que acontece se um intercambista for pego usando drogas?

É mandado de volta para o Brasil. E, dependendo da quantidade de drogas encontrada com ele e da legislação local, pode ter que responder a processo judicial, se for configurado tráfico de drogas.

O que não pode faltar na mala de intercambista?

Uma roupa mais social para uma situação especial, roupas de frio adequadas para o país escolhido, incluindo cachecol e meias, e um dicionário. Mas em relação às roupas de inverno, sempre aconselho a comprar lá, se não tiver, porque é mais barato e os casacos são mais próprios para o frio intenso da Europa e Estados Unidos, por exemplo. Por outro lado, é importante evitar os exageros na hora de arrumar as malas e prestar atenção no limite de peso da bagagem. O melhor é consultar a companhia aérea.

Se eu me adaptar bem, posso ficar para cursar a universidade?

Pode, principalmente se tiver boas notas. Os estudantes interessados em permanecer no país escrevem para as universidades locais e, se forem aceitos, só retornam ao Brasil para trocar o visto (o visto de intercambista é diferente do visto de estudante universitário, em alguns países, como nos Estados Unidos). E isso é relativamente comum.

Ao final do programa de um ano existe formaturas?

Só se o intercambista frequentar o último ano do right school. E, mesmo assim, é o diretor da escola quem autoriza a participação do estudante estrangeiro na solenidade de formatura. A maioria permite.

Qual é a idade ideal para deixar meu filho participar de um programa de intercâmbio?

Não existe uma idade ideal. Depende de cada jovem muitos estão prontos aos 15, outros só aos 16 ou 17. O sinal mais importante é o estado emocional do rapaz ou da menina. Se ele não está bem aqui no Brasil, não adianta mandar fazer intercambio, achando que vai resolver todos os problemas. Caso os pais achem que o filho não está bem no aspecto emocional naquele ano, o melhor é cuidar bem dele e no outro ano ele vai.

Não há riscos de o meu filho se envolver com drogas ai fora?

Os mesmos riscos que existem aqui no Brasil. O jovem tem que saber falar Não sempre. A gente sempre fala para quem pretende fazer um programa de intercâmbio: No drinking, no driving, no drugs! Não dirija, não beba e não se envolva com drogas.

O que faço se meu filho ligar deprimido ou chorar um dia?

Se forno início, aconselhe-o a dar um tempo. É uma cultura diferente, uma família diferente, uma família diferente e El deve tentar conversar para se entender e solucionar eventuais dúvidas e mal-entendidos. E o mais importante: os pais devem dar um tempo e ficar sem falar com o filho por uns dias. Se o jovem ligar um dia chorando e depois os pais passam a ligar diariamente para saber se melhorou, as coisas só pioram. Em caso de dúvidas, os pais podem procurar a empresa de intercâmbio no Brasil, que vai entrar em contato com o representante local e obter notícias. Normalmente, estes momentos de depressão passam rápido e não é preciso se preocupar.

Se meu filho ficar doente ou tiver que fazer uma cirurgia de emergência, como vai ser?

O seguro saúde cobre e, se for grave alguém da família vai do Brasil ficar com o jovem. Por isso, que eu falo sempre que seguro saúde é fundamental.

Deficientes físicos são aceitos no programa?

Não vejo restrições, desde que o jovem seja independente e a organização de intercâmbio encontre famílias com condições de recebê-los.

É verdade que o ensino nos Estados Unidos é mais fraco que no Brasil?

Não é mais fraco, mas o enfoque é outro. Nosso ensino no Brasil é mais acadêmico, porque grande parte dos jovens quer chegar à universidade. Nos Estados Unidos é o estudante de high school que escolhe a maioria das disciplinas que Ele vai fazer, além de uma grade obrigatória, é claro, com língua inglesa, história etc. E as escolas oferecem outras matérias mais práticas, entre elas fotografia, computação, eletrônica e outras. Cada estudante nos Estados vai montando seu próprio currículo de acordo com a profissão que quer ter no futuro. Uma pessoa que não pensa em fazer medicina, por exemplo, não vai se aprofundar em biologia por isso, os estudantes brasileiros têm que ser bem orientados na hora de escolher as disciplinas que vão fazer.

Quem faz intercâmbio é prejudicado na hora do vestibular?

Ao retomar ao Brasil, além de voltar fluente em um idioma, o estudante que faz programa de intercâmbio fica mais maduro e adquire uma enorme bagagem cultural. Grande parte dos estudantes que volta, faz seis meses se preparação e entra nas melhores universidades brasileiras. Claro que existem exceções mas os resultados dependem do estudante. O intercâmbio não prejudica de maneira nenhuma, se fosse assim não teríamos tantos jovens anualmente embarcando para o exterior nestes programas. A cada ano, mais pais e mães percebem que o programa de intercâmbio é ótimo investimento na formação dos filhos.

Quais são as principais dificuldades de um intercambista na volta para casa?

Existe choque cultural da volta. Muitas vezes, os estudantes quando voltam de um programa de intercâmbio acham que amadureceram muito e os antigos não. Pode acontecer mudar o circulo de amizades depois de passar seis meses ou um ano fora. Mas não é regra. Em casa os estudantes também acostumam ter dificuldades para se adaptar na volta. Com experiência, eles se sentem mais independentes e mais maduros e isso muda a relação com a família. Alguns dos costumes brasileiros, como ter empregados para os serviços domésticos, por exemplo, tornam-se estranhos para o jovem que se habituou a fazer tarefas de casa sozinho no exterior. Há um processo de readaptação na volta, e os pais precisam estar cientes disso.